Isadora continuou diante da janela, segurando o registro com as duas mãos.
A palavra “desconhecida” parecia ocupar mais espaço do que todo o restante do documento.
— Minha mãe não tinha nome — ela disse.
— Tinha — Lígia respondeu. — Mas Artur fez questão de apagá-lo.
— Você sabe quem ela era?
Lígia desviou o olhar.
— Sei.
Isadora avançou um passo.
— Então diga.
— Não aqui.
A resposta provocou uma risada amarga.
— Sempre a mesma coisa. Todos sabem, todos escondem, todos acham que o silêncio é um