Depois do encontro no jardim, Helena passou o restante da noite em silêncio.
Não um silêncio triste.
Era diferente.
Parecia aquele momento em que a chuva acaba, mas as gotas ainda escorrem pelas folhas.
As coisas dentro dela estavam mudando.
Devagar.
Com cuidado.
E isso a assustava.
Na manhã seguinte, foi acordada pelo celular vibrando sobre a mesa de cabeceira.
Ainda sonolenta, pegou o aparelho.
Havia uma mensagem de Dante.
"Antes que você brigue comigo, eu preciso dizer que a culpa não foi mi