Depois da noite da falsa emergência, algo mudou novamente.
Era quase imperceptível.
Mas estava lá.
Helena percebeu na forma como aguardava as mensagens de Dante.
Na maneira como sorria ao ler algo bobo sobre Clara.
Na facilidade com que voltavam a conversar.
E isso a deixava nervosa.
Muito nervosa.
Porque não queria esquecer.
Não queria romantizar a dor.
Não queria fingir que nada havia acontecido.
Mas também estava cansada de viver em guerra consigo mesma.
Dois dias depois, Helena recebeu uma