A chuva começou no fim da madrugada.
Helena acordou com o som das gotas batendo contra a janela do alojamento e, por alguns segundos, esqueceu onde estava. O corpo ainda carregava o costume da antiga vida. O cérebro procurou automaticamente o outro lado da cama, esperando encontrar o calor de alguém que costumava dormir tarde, espalhado demais nos lençóis.
Mas o lado ao lado estava vazio.
Como sempre.
Ela abriu os olhos devagar e encarou o teto branco do quarto simples. O ventilador girava lent