Cássio deu um passo para trás, como se o chão tivesse cedido sob seus pés. O olhar foi, quase por reflexo, até a irmã — um emaranhado confuso de sentimentos atravessando-lhe o rosto.
— Não, Cássio… — Viviane implorou, a voz quebrada, o choro desordenado. — Você precisa acreditar em mim. Eu não o droguei. Eu juro. Eu não fiz isso.
O coração dele se apertou. Nunca foram muito próximos, mas ela ainda era sua irmã mais nova. Mimada, cruel muitas vezes — sim —, mas capaz de algo assim? A ideia parecia grande demais para caber nele.
— Isso não prova nada — disse por fim, erguendo o queixo, como quem se agarra à última defesa possível. Voltou-se para Helena, o olhar agora duro, defensivo. — Quem garante que ele não foi drogado por outra pessoa? Ou até que não tenha feito isso sozinho?
Pedro soltou uma risada curta, sem humor.
— Claro — rebateu, seco. — E ela montada em cima dele, naquele estado, é só uma coincidência infeliz.
Cássio respirou fundo, tentando manter algum controle.
— Todo mu