“Às vezes, tudo que precisamos é que alguém nos enxergue como realmente somos.”
Os convidados começaram a se reunir naturalmente no centro do salão quando as luzes diminuíram apenas um grau — o suficiente para indicar que algo estava prestes a acontecer. O murmúrio elegante se tornou silêncio respeitoso, e um leve foco de luz se abriu sobre um pequeno espaço elevado na instalação principal. Não chegava a ser um palco, era apenas um platô redondo no mesmo tom do piso, com pouco mais de um metro de largura e uns trinta centímetros de altura, com um microfone.
Santiago avançou até lá, discreto e seguro, cumprimentando alguns artistas pelo caminho. Quando subiu, ele procurou Helena entre os presentes — não por necessidade, mas por instinto. E quando a encontrou, parada próxima a uma escultura de porcelana, o olhar dele ganhou um brilho quente, como se aquele fosse o único rosto que importasse.
Ele pegou o microfone, respirou com calma e começou:
— Boa noite, a todos.
O timbre dele era fir