Ela…
Quarenta e oito horas.
Esse era o prazo.
A janela crítica.
O tempo em que tudo poderia desandar — ou começar a se recompor.
Quarenta e oito horas de vigília, de observação minuciosa, de luta silenciosa para que o corpo de Tânia respondesse aos estímulos e deixasse claro que ainda havia vida ali.
E ela respondeu.
Lentamente, com fragilidade, mas respondeu.
O edema reduziu.
A perfusão estabilizou.
A pressão intra-abdominal começou a se normalizar.
Eu respirei fundo quando olhei os exames e soube que já era seguro levá-la de volta ao centro cirúrgico para o fechamento definitivo.
O risco de sepse estava controlado, o organismo tinha suportado, ela era mais forte do que eu imaginava.
Dei as instruções para a equipe e acompanhei o trajeto até o centro cirúrgico com a tensão de sempre, mas com um sentimento diferente dessa vez.
Um certo alívio que não ousava se transformar em alegria — ainda não.
A cirurgia de fechamento foi limpa.
Técnica.
Séria.
Ela ficar