CELINA MARTINI NARRANDO.
ITÁLIA.
Eu estava ali, presa naquela cama de hospital, incapaz de mover qualquer parte do meu corpo além dos braços. As horas se arrastavam, cada segundo parecia uma eternidade. A minha mente corria em círculos, lutando para aceitar o que havia acontecido comigo, mas a realidade era implacável. Eu estava paraplégica. Aquelas palavras soavam como uma sentença de prisão perpétua, uma vida que eu nunca tinha imaginado para mim mesma.
O quarto de hospital era um lugar frio,