ENZO
Estava saindo de um dos galpões de armazenamento de drogas, quando senti o meu celular vibrar no bolso interno do meu paletó. Era Laura. Olhei as horas no meu relógio de pulso e vi que já passava das nove da noite. Sabia que era tarde, mas não tinha a noção de que havia perdido o jantar.
— Oi, amor. Desculpe. Sei que perdi o jantar — disse ao atender.
— É, você perdeu, mas tudo bem. Eu sei que está ocupado. Só quero saber se está tudo bem com você. Sumiu o dia todo, nunca some assim. Sempr