Meu coração parecia querer escapar do peito.
Álvaro permanecia parado à minha frente, com os olhos presos nos meus. Nunca o havia visto daquela maneira. Seu rosto estava tomado pela fúria, e a aura de controle que costumava manter havia desaparecido por completo.
Por um instante, pensei que ele me daria a oportunidade de explicar.
Não deu.
— Eu fiz uma pergunta! — sua voz ecoou pela sala. — Onde você estava?
Engoli em seco.
Senti todos os empregados me observando, mas ninguém ousava dizer uma p