16. A PURA REALIDADE
Saio ao encontro do meu pai, que vem com minha mãe em seus braços. Ela parece pálida e fraca, mas me lança um olhar que me obriga a guardar silêncio. Com um leve movimento de cabeça, me indica que não devo abrir a boca, que não é hora de falar.
Caminhamos pelos longos e escuros corredores das cavernas. A cada passo que dou, retumba em meu peito, não pelo barulho, mas pelo temor. Posso sentir o incômodo do meu pai preencher o espaço como uma presença viva, um poder que ameaça esmagar qualquer