Ive olhou para os portões, depois para o celular.
Havia esperado que Lucca a encontrasse, não era pedir muito. Bastava que ele pedisse a Ivan que tivesse só um pouquinho de interesse.
Mas nada! Nem sequer uma palavra durante todo aquele tempo e só uma mensagem dele a faria abandonar tudo.
No aparelho, o descanso de tela era uma foto dele, não o Lucca adolescente, nem o que voltou para ela.
Era uma foto que ela havia tirado de Antônio quando se conheceram.
Deslizou o dedo na tela se lembrou da fala meio desajeitada, do beijo faminto.
— Eu te amo.
Se sentou no degrau do centro carcerário e ligou para Matheus, o antigo colega de cursinho tinha contatos, o pai era policial, talvez pudesse ajudar.
Foi atendida por uma voz meio desinteressada.
— Alô.
— Matheus?
— Ive? Ive é você? Onde você está, o que aconteceu, porra?! Está todo mundo louco atrás de você e da Paty.
— Paty? Como assim? O que aconteceu com a Patrícia?
— Ninguém sabe, vocês duas simplesmente sumiram, não foram mais