Lara havia estacionado o carro próximo de onde Alex indicou e ouviu com atenção tudo o que o menino tinha a dizer.
Caminhou pelos becos achando estranha aquela organização.
A frase do menino ainda ecoava em sua mente.
— Ela ensinou nosso “cabeça”. Se o acampamento se vai e alguém fica, ninguém desmonta as tendas. Tudo fica como se ainda estivéssemos aqui, mas o barracão de quem ficou precisa ser montado longe o bastante para estar seguro, mas perto para ver o perigo chegar.
Lara olhou em volta.
Tudo escuro demais para ter alguém ali, enquanto o acampamento ainda tinha algumas fogueiras espalhadas.
Se Alex estava falando a verdade, então era uma tática de guerra eficiente demais para sair da cabeça de uma mulher comum.
Torcia para não ter sido enganada por uma criança, mas aquele menino a fazia lembrar de Lucca.
Naquela idade o filho também era forte e corajoso, mesmo quando o medo chegava.
Lembrou de um dia em que estava brincando com as crianças na cachoeira. De repente, todos tentar