Trinta dias. Foi o prazo que estipulamos para abrir o ateliê, e ele passou como um furacão. Parecia que algo estava sempre dando errado: um vestido rasgava no último ajuste, um fornecedor atrasava a entrega de tecidos essenciais, e eu perdi a conta das vezes em que tive que refazer um bordado às pressas. Mas, no fim das contas, tudo se encaixou. O caos, de alguma forma, se transformou em perfeição.
Entro no ateliê e sou recebida pelo suave aroma de lavanda, que se mistura com o cheiro fresco do