Eu ainda estava processando as palavras de Henrique quando ele respirou fundo, soltando minha mão com delicadeza. Ele recostou-se na cadeira, como se precisasse criar um pouco de distância entre nós para organizar os pensamentos. Mas seu olhar não desviou do meu, e ali havia algo novo. Não era impaciência, mas um limite silencioso que ele parecia estar estabelecendo.
— Cíntia, quero ser honesto com você. — Sua voz estava baixa, mas firme. — Eu quero isso. Quero você. Mas não posso ignorar que