POV: Léo
Freei com força demais. O pneu raspou contra o concreto antes de parar. Minhas mãos ainda no volante muito depois do carro já estar imóvel, os dedos apertando o couro há horas.
É mais de meia noite, eu repeti a mesma curva, cada vez mais rápido, cada vez mais preciso, e não teve um segundo que minha mente me libertou das incontáveis imagens dela. Meu pau continuava intacto, mesmo com a adrenalina na veia.
Os machucados na mão são imperceptíveis desse ângulo e estão quase curados.