A noite estava tão fria que parecia cortar a pele. A fronteira entre Fogo Negro e as terras de ninguém era um corredor de árvores escuras, um silêncio pesado se arrastando entre as folhas como um aviso. Melia caminhava rápido, o bilhete queimando na memória, o coração martelando no peito. Cada passo era uma batalha entre o medo e a necessidade desesperada de saber a verdade.
Quando finalmente alcançou a clareira indicada no papel, viu uma silhueta parada à beira da fronteira, imóvel como uma so