A garganta queimava, como se cada palavra arranhasse por dentro.
Heitor apertou os olhos com força, tentando conter o turbilhão que o consumia.
Ele não era fruto de um amor. Era resultado de uma noite suja, regada a drogas, bebida e o corpo alugado de uma prostituta. A esposa daquele homem jamais aceitaria um bastardo sob o mesmo teto. Então ele cresceu sem pai, sem nome, sem história... jogado à própria sorte num orfanato onde aprendeu que ninguém se importa.
Até o dia em que ela morreu.