As palavras de Enzo continuavam a reverberar nas paredes da mente de Mariana como um gongo persistente, metálico e acusador: “Você deixou o poder subir à cabeça”. No silêncio gélido da mansão, cercada por seguranças cujos nomes ela mal lembrava e por telas que cuspiam números e rotas de navios, aquela frase parecia mais pesada do que qualquer ameaça russa. Pela primeira vez em meses, Mariana não olhou para os mapas logísticos. Ela olhou para o espelho do imenso closet e não reconheceu a mulher