A irritação, que já era uma brasa, ganhou novo combustível.
— Ela está bem?
— Parece que sim, mas acabou machucando a perna. Vai precisar ficar afastada umas boas semanas.
Perfeito.
Mais uma peça essencial do meu sistema perfeito saindo do lugar. Suspirei novamente, a fadiga começando a pesar nas têmporas.
— Certo. Cuide para que ela tenha todo o suporte médico necessário e entre com o afastamento.
— Já estou cuidando — Carla confirmou, com sua eficiência habitual. — E já chamei uma substituta temporária. A moça tem boas referências, chega ainda hoje à tarde.
— Bom — foi tudo que consegui dizer, passando a mão no rosto. Era uma solução.
Carla, porém, não saiu. Ficou ali, na porta, com seus olhos astutos me estudando. Eu a conhecia. Aquele jeito dela significava que havia algo mais.
— O que foi, Carla? — perguntei, a impaciência voltando à tona.
Ela sorriu, um daqueles sorrisos que parecia saber mais do que deixava transparecer.
— Só estava me perguntando… como está a Mariana? Faz u