A cozinha era enorme, ainda mais impressionante do que a da casa do Rodrigo, se é que isso era possível.
Tudo em aço escovado e mármore branco. Um refúgio estranhamente silencioso depois da tempestade na sala.
Laura ainda estava agarrada em mim, mas o choro tinha diminuído para uns soluços de vez em quando.
Sentei numa das banquetas altas e a coloquei no meu colo, pegando um copo de água que o Roberto ofereceu com um gesto gentil.
— Toma, princesa. Bebe um pouquinho — sussurrei, e ela obedece