A cozinha era enorme, ainda mais impressionante do que a da casa do Rodrigo, se é que isso era possível.
Tudo em aço escovado e mármore branco. Um refúgio estranhamente silencioso depois da tempestade na sala.
Laura ainda estava agarrada em mim, mas o choro tinha diminuído para uns soluços de vez em quando.
Sentei numa das banquetas altas e a coloquei no meu colo, pegando um copo de água que o Roberto ofereceu com um gesto gentil.
— Toma, princesa. Bebe um pouquinho — sussurrei, e ela obedeceu, encostando a cabeça cansada no meu ombro.
Roberto se apoiou na bancada em frente a nós, com um sorriso curioso nos lábios. A energia dele era tão diferente da do irmão… era mais relaxante.
— Então, conta pra mim — ele começou, com um ar descontraído. — Como você foi parar nessa… posição privilegiada de babá da Laura? Porque, convenhamos, você não parece o perfil típico das ex-babás que meu irmão contratou e demitiu em tempo recorde.
Eu dei uma risadinha baixa, passando a mão nas costas da Lau