Cap.218

Os dias seguintes ao meu retorno da pedreira foram uma sucessão de cuidados que beiravam a obsessão.

Rodrigo não me deixava fazer nada.

Absolutamente nada.

— Mari, deixa que eu pego — ele dizia sempre que eu tentava me levantar para buscar um copo d'água.

— Rodrigo, eu não sou uma inválida — reclamava, mas no fundo, o meu coração se aquecia com cada gesto.

Ele trocava meus curativos com uma delicadeza que não combinava com aquelas mãos grandes de CEO, e lia os boletins médicos como se fossem
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