Maya
Ele me levou para um café e nós nos sentamos em um banco na área externa da lanchonete.
— Se sente melhor?
Assenti, sem ter muita certeza disso.
— Parada cardíaca ou não, de qualquer jeito aquelas crianças perderam a mãe para o câncer, e eu sei o quanto isso dói — disse cabisbaixa.
— Foi assim que sua mãe morreu?
— Foi. Anos de luta, mas no fim a doença venceu, não só levando ela, mas a oficina do meu pai, a casa que tínhamos, os carros e todas as economias. Eu mais do que ninguém entendo