O caminho de volta para casa foi um borrão.
Eu já não sabia dizer quantos semáforos havíamos atravessado ou quantas vezes enxuguei as lágrimas que insistiam em cair. Meu corpo inteiro tremia de forma incontrolável. As minhas mãos estavam geladas, mas o peito parecia queimar. Era como se alguém estivesse apertando meu coração com toda a força possível.
Minha mãe dirigia em silêncio. Seus olhos permaneciam fixos na estrada, mas eu conseguia perceber o quanto ela também estava abalada. De tempos e