Acordei naquela manhã com uma sensação diferente.
Pela primeira vez desde que tudo havia acontecido, senti que existia algo dentro de mim pedindo para voltar.
Voltar para casa.
Ou, pelo menos, tentar consertar uma parte do que havia sido quebrado.
Enquanto tomávamos café, olhei para Lucas.
— Acho que preciso conversar com a minha mãe.
Ele ergueu os olhos da xícara e me encarou por alguns segundos.
— Tem certeza?
Assenti.
— Ela continua sendo minha mãe. Eu não quero que a última lembrança que el