Lucas
Eu não voltaria para a mansão. Não cogitei. Não hoje. Talvez nunca mais. Também não olhei para trás. Segui direto até um hotel no centro, o mais impessoal possível. Queria anonimato. Frieza. Queria não pertencer a nada por algumas horas.
O recepcionista me reconheceu, é claro que reconheceu, eu era o braço direito dos Figueiredo. Mas minha expressão dizia: não pergunte, não fale, só me dê a chave. E ele entendeu.
O hotel era luxuoso demais para o que eu sentia.
Mármore, cristais, luzes