[ Ester]
Horas se passaram desde que Patrícia entrou na sala de cirurgia. O tempo parecia ter congelado, e a sala de espera se tornara uma prisão sufocante, onde a esperança e o desespero travavam uma batalha silenciosa dentro de mim. Ninguém vinha nos dar notícias, e cada vez que uma enfermeira passava, corríamos para perguntar, apenas para ouvir a mesma resposta fria e impessoal:
— Patrícia ainda está na cirurgia. Assim que o médico terminar, virá informar vocês.
Eu queria gritar. Queria dize