ORION DOMINUS.
Nem toda dor pede lágrimas; algumas apenas permanecem.
A manhã chega devagar, pesada, silenciosa — como se o castelo inteiro estivesse prendendo o ar, esperando que algo se rompa. Eu estou sentado ao lado da cama dela.
Anya dorme inquieta, o rosto ainda úmido das lágrimas que derramou antes de finalmente adormecer novamente. O corpo pequeno encolhido sob os lençóis, as mãos cerradas contra o peito como se tentasse proteger algo que já não existe mais.
Eu passei a noite inteira aq