CAELI
Por dentro, o prédio principal da matilha era bem diferente do que eu imaginei. Era grande, sofisticado e organizado.
Piso de pedra escura, corredores amplos, iluminação quente, tecnologia integrada nas paredes como se fosse natural. Vigas de madeira reforçada, detalhes metálicos entalhados com símbolos que eu não reconhecia. Tudo planejado. E impecável.
Damien caminhava ao meu lado como se estivesse apresentando um hotel cinco estrelas, todo orgulhoso.
“Bem-vinda ao QG da matilha.” disse, abrindo os braços teatralmente. “Esse é o andar principal. Se você se perder, é aqui que você vai parar. Todo mundo sempre acaba voltando pra cá em algum momento. Às vezes por costume, às vezes por fome, às vezes porque Kade chama.”
Passamos por uma recepção discreta, com dois jovens organizando tablets e papéis. Eles olharam para nós rapidamente, curiosos, e acenaram com um sorriso no rosto.
Fiquei um pouco sem jeito pela interação tão repentina, mas tentei dar um sorriso discreto.
“O refeit