Quando abriu os olhos, Daniela estava numa cama de hospital. O recinto dava a impressão de estar rodopiando. Um cheiro acre de produtos químicos impregnou nas suas narinas. O cheiro lembrava-lhe uma experiência vivida e já esquecida. Tão remoto, e no entanto, tão familiar, aquele cheiro a fazia querer pular da cama do hospital e sair correndo.
A primeira pessoa que viu foi Valentina, mas não a reconheceu.
— Dani! Está tudo bem. Fica calma! — Valentina a confortava.
— Quem é você? — Daniela perg