Assim que a porta se fecha e a trava eletrônica emite aquele bipe final, o mundo exterior — Ricardo, Letícia, as aparências e o peso do nome Villela — simplesmente deixam de existir.
Daniel não espera. Ele me prensa contra a porta, as mãos grandes espalmadas na madeira de cada lado da minha cabeça. O olhar dele é puro fogo cinzento, uma fome que o coquetel de camarão e champanhe não chegou nem perto de saciar. Seus lábios encontram os meus em um beijo urgente, faminto, que me rouba o fôlego e q