LAIKA
Abri os olhos e, na penumbra da tenda, a primeira figura que avistei foi a vidente que encontrara na floresta, quando o veneno corria em minhas veias. Ela sorriu-me, e sentei-me com esforço.
— Bem-vinda. — Disse ela, ainda exibindo aquele sorriso enigmático.
Pisquei, aturdida. Ao redor, mulheres rodeavam-me, fitando-me com assombro. Não compreendia o motivo, mas voltei a encarar a vidente.
— Onde está Karim? — Perguntei, a voz rouca.
— Não o vejo desde que cheguei. Perdoe-me pelo atraso. —