No começo, tentei contar o tempo.
Os segundos, os minutos, qualquer coisa que me ajudasse a manter algum tipo de controle. Precisava me agarrar a alguma estrutura, qualquer referência mínima que impedisse minha cabeça de desmoronar junto com o resto.
Mas, em algum momento, desisti.
Não havia janela, não havia relógio e absolutamente nada além daquele quarto abafado, do ar pesado e do silêncio esmagador que parecia engrossar ao meu redor a cada minuto. Só isso e os meus próprios pensamentos, gir