Adrián
Passaram-se três meses desde que a Claudia morreu. Três meses que parecem uma eternidade no inferno. A mansão é um mausoléu vazio. Ando por corredores que antes ressoavam com a sua voz, com o seu riso leve, com o bater dos seus sapatos quando corria para me receber. Agora só há silêncio. Um silêncio que me sufoca, que me esmaga o peito cada vez que respiro. Durmo no sofá do escritório porque não suporto a cama vazia. O lado dela continua intacto: a almofada com o seu perfume a desvanecer