Capítulo 66 — O primeiro
Narrador:
Dinorah continuava agarrada a ele, com as pernas ainda entrelaçadas em sua cintura e as costas encostadas na parede, que ainda vibrava com o eco do que havia acontecido. O ar estava denso, carregado de suor e desejo, mas também de algo mais perigoso: a certeza de que não podiam voltar atrás.
Mateo acariciou seu rosto com a testa colada à dela, a voz rouca, quebrada.
— Não trema assim... — murmurou — ou nunca vou conseguir soltá-la.
Ela abriu os olhos lentamente, encontrando aquele olhar sombrio que a desarmava mais do que qualquer investida. Ela tentou falar, mas tudo o que saiu foi um suspiro entrecortado.
—Isso é loucura... —sussurrou, quase inaudível.
Mateo sorriu de lado, com aquela arrogância perigosa que só escapava quando ele estava à beira do colapso.
—Então deixe-me ser sua loucura. —Ele beijou o canto dos lábios dela, suave desta vez, quase com ternura.
Dinorah apertou as pálpebras, com o coração acelerado, e empurrou-o levemente com a palma