Javier
O sol entrava pelas frestas das cortinas, queimando minha pele como se fosse um castigo divino. Abri os olhos com dificuldade, a cabeça latejando como se alguém estivesse martelando meu crânio.
Um gosto amargo dominava minha boca, um lembrete do quanto havia bebido na noite anterior. Me sentei devagar, com o corpo pesado, e passei as mãos pelo rosto na tentativa de espantar a névoa de confusão.
A memória veio em fragmentos: a comemoração, as risadas, Camille me ajudando a subir as escada