A casa já estava cheia quando Pedro chegou.
As malas ocupavam o corredor. O cheiro de comida vinha da cozinha. Risadas escapavam da sala como se alguém tivesse aberto demais as janelas.
Laura falava alto. Sempre falava.
— Essa viagem foi necessária — dizia. — A gente esquece como é bom voltar sem pressa.
Marcus ria, largado no sofá, os sapatos espalhados pelo chão como quem reassume território.
Estela circulava entre eles com naturalidade treinada. Pegava copos,