O café da manhã foi rápido demais para ser casual.
A cozinha ainda carregava o cheiro da noite anterior. Não perfume — presença. O tipo de memória que não sai com janela aberta.
Estela não sentou à mesa.
Pegou uma xícara, apoiou-se no balcão, ficou de pé como quem não quer se acomodar em nada.
O corpo ainda reconhecia o dele.
Não como falta. Como registro.
A pele estava tranquila. Mas consciente.
Pedro vestiu a camisa sem pressa. Não havia urgência. Nem culpa teatral. Havia algo mais difícil: c