O cheiro dela me perseguia.
Não importava quantos litros de rum eu afogasse na garganta, quantas vezes eu esfregasse o rosto com água salgada. Lavanda e sangue. Era o que ela exalava, mesmo depois de eu ter jogado aquele vestido podre ao mar. Lavanda das freiras mortas. Sangue do corte que ela dizia nunca ter existido no ventre.
Eu a observei da escotilha, escondido nas sombras como um cachorro faminto. Ela estava no meu camarote—meu espaço, minhas paredes marcadas por facas e mapas roubados