Otto LeBlanc
— Vamos levá-lo para a sala de cirurgia as pressas, ele está perdendo muito sangue.— Eu não reconhecia a voz, apenas sabia que se tratava de algum agente de saúde
Meu corpo corria por cima de uma maca entre os corredores, e tudo que eu podia lembrar era da minha mulher.
— Amália...— A chamo desnorteado, porém, ciente do que quero— Onde está a Amália?
— Fique em silêncio. Sr.Otto! O senhor está fazendo muito esforço
— Onde estar a minha mulher? Ela está em perigo. Por que a Amália não veio? ALGUÉM FEZ ALGO COM A MINHA MULHER!—Tento me levantar a cada pensamento ruim que me sobrevem enquanto ouço os médicos me advertindo
— Fique parado, pode ser pior lara tirar a bala.
— Vamos ter que anestesia-lo— vejo a agulha na mão do doutor
— EU QUERO A MINHA MULHER PORRA! NÃO QUERO ANESTESIA.
— Otto, você vai acabar morrendo!— quatro homens me segura na cama e prende meus braços e pernas
— Por favor— peço em súplica— a minha mulher está sozinha com um terror