O ar dentro do armazém parecia mais denso depois da captura. Não havia mais corrida, nem tensão de perseguição; havia o peso concreto da presença contida, da verdade prestes a ser arrancada. Carlos Meirelles estava sentado na cadeira metálica, mãos presas atrás das costas, respiração ainda irregular. A lâmpada pendurada no teto balançava levemente com o vento que entrava pelas frestas das telhas, criando sombras móveis no rosto dele. Rafael permanecia de pé diante do homem, postura firme, sem g