A estrada de terra que ligava a vila à fazenda sempre pareceu pequena demais para carregar o peso das histórias que passavam por ela. Durante o dia, era apenas poeira levantada por caminhonetes, bicicletas, passos apressados de quem ia e vinha. À tarde, tornava-se faixa quente sob o sol, com cercas de arame refletindo luz como lâminas finas. À noite, era silêncio cortado por faróis.
Naquela tarde, o céu estava limpo, mas o ar tinha tensão diferente, quase elétrica.
Manuela estava no banco do pa