A manhã ainda carregava o resquício da vigília da noite anterior quando tudo começou a rachar de verdade dentro dela. A fazenda despertava em ritmo habitual, tratores sendo ligados, vozes cruzando o pátio, cheiro de café forte vindo da cozinha principal, mas para Manuela o mundo parecia coberto por uma película fina de tensão que não se dissolvia com a luz do dia. Ela trabalhou no automático durante as primeiras horas, respondendo a perguntas, organizando ferramentas, evitando permanecer parada