O sol já tinha descido quando Luca encontrou Manuela sozinha perto do galpão antigo. O céu ainda guardava uma faixa alaranjada no horizonte, mas o resto da fazenda estava mergulhado naquela penumbra azul que deixava tudo mais vulnerável.
Ela fechava um cadeado com mãos firmes demais para alguém que parecia prestes a desmoronar.
— A gente precisa conversar — ele disse, sem rodeios.
Manuela nem virou o rosto.
— Não precisa.
— Precisa, sim.
Ela girou a chave, puxou para testar e só então se virou.