Camila fechou a porta do quarto antigo com cuidado excessivo, como se qualquer barulho pudesse denunciá-la. Aquele espaço tinha cheiro de passado. De quando ainda não havia tantas camadas entre ela e Rafael. A cama era menor. O armário, simples. As paredes não carregavam marcas da vida que construíram juntos.
Era ali que ela precisava estar agora.
Sentou-se na beira da cama sem acender a luz. O corpo ainda tremia, mas a mente estava estranhamente clara. Não era decisão tomada no calor da raiva.