Camila desceu o corredor com passos lentos, o bebê já entregue a Nazaré, o corpo pedindo ar como se a casa tivesse encolhido outra vez. Não era o bunker, nem as cercas, nem o medo físico. Era algo mais sutil, mais traiçoeiro, uma sensação de deslocamento que vinha crescendo desde a chegada de Helena.
Ela não procurava conversa. Não queria ouvir nada. Só atravessar a ala administrativa e voltar. Mas as vozes escapavam pela porta aberta do escritório auxiliar, e o hábito de cautela fez Camila dim