Rafael não esperou que Camila respondesse; depois que disse que ela precisava ficar onde ele pudesse proteger, ele simplesmente fechou a distância entre os dois e passou a mão pela nuca dela com uma firmeza que não deixava espaço para recuo, puxando-a alguns centímetros para frente como se o corpo dele tivesse assumido o papel de decisão antes da mente. O toque não era agressivo, mas carregava uma intensidade acumulada desde o primeiro dia em que ela pisou na Hacienda, e Camila sentiu a respiração falhar, não por medo, e sim porque havia algo profundamente inevitável naquele gesto.
— Você está indo comigo — Rafael disse, segurando firme o pulso dela, guiando-a para fora da sala de leitura e conduzindo o caminho sem admitir qualquer possibilidade de contestação.
Camila tentou acompanhar com dignidade, mas o ritmo dele era determinado, quente, impulsivo, e a tensão entre os dois crescia a cada passo. No meio do corredor, ela tentou falar, porque sentia que deveria se opor de alguma form