Camila demorou para aceitar a ideia de sair do quarto. Não porque não quisesse, e sim porque temia que todo mundo estivesse cedendo só para evitar discussão. Quando Ingrid voltou com a prancheta na mão, ela percebeu que a decisão estava tomada.
— Vamos testar — a médica anunciou. — Rota curta, tempo limitado, nada de heroísmo. Você, o bebê, Rafael, Esteban e mais dois homens. Se eu notar qualquer coisa errada, voltamos na hora.
Camila ajeitou a manta sobre o filho.
— Eu aceito, com uma condição.
— Outra? — Ingrid levantou a sobrancelha.
— Ninguém me olha como se eu fosse vidro prestes a estourar — Camila respondeu. — Se começarem a cochichar “coitada” na minha frente, eu volto para o quarto sozinha.
Ingrid respirou fundo.
— Vou avisar o time médico para guardar pena para novela da noite.
Rafael apareceu na porta, já sem o paletó, camisa dobrada nos antebraços. O olhar atento varreu o quarto, o corredor e depois voltou para ela.
— Está pronta?
— Se eu disser que não, você me leva do me