A consciência voltou em pedaços.
Primeiro, a dor.
Uma dor surda, espalhada, como se o corpo de Marina tivesse sido desmontado e remontado às pressas. A cabeça latejava com força, cada batida do coração ecoando dentro do crânio. Havia um gosto metálico na boca, seco, amargo, e o ar que entrava nos pulmões parecia pesado demais, difícil de sustentar.
Ela tentou se mexer.
Não conseguiu.
Um gemido fraco escapou de seus lábios.
Os olhos se abriram lentamente, piscando várias vezes até que a e