Volto para a minha sala com passos medidos. A luz da tarde entra cortando a mesa de reuniões, e a cabeça ainda ferve com cenários e soluções. Ali, o mundo me chama pelo meu sobrenome, mas hoje quero outra coisa.
Igor está à minha espera, encostado na porta, com sacolas discretas em mãos. Ele faz o papel que sempre fez: antecipa o que eu peço, mesmo sem entender porque.
— Trouxe — diz ele, sem rodeios. — Tudo o que pediu, senhor Medina. Precisa de mais alguma coisa?
Abro as sacolas no sofá com c